Manuel da Maya e os engenheiros militares portugueses...

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Book Details

Author  Sep÷
Publisher  Library of Alexandria
Publication Date   July 29, 2009
ISBN 
Pages  78

Description

Interessante no estudo relativo ao seculo XIII ç ver, embora summariamente, o papel que tiveram os nossos engenheiros militares na restauraåáo da cidade de Lisboa, apðs o terremoto de 1755, sobretudo o engenheiro-mor Manuel da Maya e os que mais directamente foram incumbidos dos monumentaes trabalhos, que honram a engenharia portuguesa. Na Revista da Sociedade de Instrucåáo do Porto (vol. II, 1882, pag. 271) a eminente escritora D. Carolina Michaélis de Vasconcellos, tratando da impressáo que na Allemanha produzira esse memoravel terremoto, refere-se a tres estudos que, logo em seguida, apresentou o grande philosopho Kant, e que se ligam com outra obra mais consideravel por elle publicada no mesmo anno: Allgemeine Naturgeschichte und Theorie des Himmels. D'esses tres estudos, o segundo ç o que mais nos interessa; porque descreve o terremoto, trata das suas causas physicas, e sobre elle faz consideraåòes scientificas de grande alcance; e a illustre escritora, dando noticia do seu conteudo, observa: «Lendo este estudo de Kant acudiu-nos ß memoria aquella carta, cheia de bom senso, que Gil Vicente mandou de Santarem a El-Rei D. Joáo III «estando Sua Alteza em Palmella, sobre o tremor de terra que foi a 26 de janeiro de 1531». O philosopho allemáo leva a vantagem ao poeta nacional[1] quanto a saber o ponto de vista critico; entre um e outro ha dois seculos de estudos scientificos; mas o nosso Gil Vicente náo lhe fica atrßs na inteireza do juizo e verdade do sentimento. È provavel que as numerosas relaåòes contemporaneas sobre o terremoto, que Kant teve ß vista, náo fossem todas igualmente fieis; comtudo, o philosopho, armado com uma sciencia superior, positiva, e com um criterio elevado, soube distinguir claramente entre os casos impossiveis, inventados, e as verdades provaveis, tomando estas para base dos seus estudos. Teria o grande Marquès de Pombal, na epoca em que delineava o novo plano de Lisboa, noticia do seguinte importante conselho do illustre philosopho: que as arterias das grandes cidades ameaåadas náo se devem construir paralelas ßs vias fluviaes (isto ç, emquanto a Lisboa, do Occidente para o Oriente), porque o movimento do tremor segue essa direcåáo e prolonga-se pelo curso dos rios? (pag. 404). A sciencia jß entáo tinha feito esta e outras descobertas

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